Fato.
Relendo minhas coisas antigas, eis que acho este poema:
.........
somos
quando penso em você não há nada que nos separe.
nem o vento que teima em cortar meus lábios,
nem o sol que te afugenta a visão:
- somos como antigamente.
quando penso em você não há nada que faça mais sentido
do que suas mãos inconstantes à procura das minhas.
sorrio pra nós todos os dias diante do espelho:
- somos como deveríamos.
quando fecho os olhos não há insanidade maior
do que te amar, assim, tão imperfeitamente.
te desconstruo em vão dentro de mim:
- somos como antigamente.
quando fecho os olhos não há nada que me surpreenda:
sou meus vícios, meus discos, meus erros,
sou sua pedra no meio do caminho.
- somos, mas não deveríamos.
........
Sem mais.
1 comentários:
Deveras bonito de se ler.
Um salve de saudades, Laureta!
Postar um comentário