quarta-feira, 30 de junho de 2010

A vida é um ciclo

Fato.
Relendo minhas coisas antigas, eis que acho este poema:

.........

somos

quando penso em você não há nada que nos separe.
nem o vento que teima em cortar meus lábios,
nem o sol que te afugenta a visão:
- somos como antigamente.

quando penso em você não há nada que faça mais sentido
do que suas mãos inconstantes à procura das minhas.
sorrio pra nós todos os dias diante do espelho:
- somos como deveríamos.

quando fecho os olhos não há insanidade maior
do que te amar, assim, tão imperfeitamente.
te desconstruo em vão dentro de mim:
- somos como antigamente.

quando fecho os olhos não há nada que me surpreenda:
sou meus vícios, meus discos, meus erros,
sou sua pedra no meio do caminho.
- somos, mas não deveríamos. 


 ........

Sem mais.

1 comentários:

Xisto, M. disse...

Deveras bonito de se ler.

Um salve de saudades, Laureta!